Colômbia autoriza pesquisas com batata geneticamente modificada

Essa autorização incentiva centros de pesquisa colombianos a continuar com suas atividades no intuito de contribuir para aumentar a produtividade do campo.

A Corporação de Investigações Científicas de Medelin, na Colômbia, recebeu autorização do governo para realizar estudos com a batata geneticamente modificada (GM). A pesquisa ajudará a desenvolver variedades que se adequem melhor às condições locais e que combatam as doenças que atingem as batatas do país.

A principal praga que atinge as batatas na América Latina é a larva de Tecia solanivora (a praga chamada polila guatemalteca). Por meio da engenharia genética se pretende criar variedades resistentes ao inseto. O processo consiste na inserção de um gene sintético da bactéria Bacillus thuringiensis que codifica uma proteína que é ativa contra esses insetos.

Para o pesquisador da Unidade de Biotecnologia Vegetal da Corporação para Investigações Biológicas, Diego Villanueva, o objetivo é reduzir em grande porcentagem a quantidade de herbicidas aplicados na plantação.

Essa autorização incentiva centros de pesquisa colombianos a continuar com suas atividades no intuito de contribuir para aumentar a produtividade do campo. As pesquisas vão ser realizadas sob as condições de biossegurança.

Fonte: ArgenBio

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CTNBio avalia a liberação de arroz transgênico

Assim como os Estados Unidos, o Brasil poderá ter arroz tansgênico liberado para comercialização, depois de concluído o processo que examina o assunto na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), instância colegiada multidisciplinar que analisa, entre outros temas, a comercialização, o consumo e a liberação de organismos geneticamente modificados.

O processo ainda está sendo examinado por técnicos e especialistas e não tem data para ser votado pelos 27 integrantes da CTNBio.

Segundo o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, além de já estar liberado nos EUA, o arroz transgênico logo estará sendo comercializado na China, onde o processo de análise se encontraria em estágio avançado.

– Em breve, metade da população do mundo, que está Ásia, vai estar comendo arroz transgênico – aposta o presidente da CTNBio.

No Brasil, de acordo com ele, o arroz transgênico está sendo examinado desde 2003.

– É um processo longo. Todos os aspectos são analisados cuidadosamente, levando em conta informações científicas, mesas-redondas com especialistas, enfim com a realização de vários estudos – disse. – É difícil ter uma previsão de quando ocorrerá a votação.

Fonte: Notícias Agrícolas

Brasil aprova pela 1ª vez transgênico com tecnologias combinadas

Milho-transgenicoA Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira a liberação comercial de três variedades de milho geneticamente modificado, autorizando pela primeira vez no Brasil produtos transgênicos com tecnologias combinadas, que poderiam garantir maiores produtividades aos agricultores.

Duas das aprovações do órgão de biossegurança do país contam com tecnologias combinadas (produtos simultaneamente resistentes a insetos e ao herbicida glifosato), desenvolvidas pela Monsanto e Syngenta.

Uma terceira variedade aprovada, também da Syngenta, é resistente somente a insetos.

“O milho com tecnologia combinada da Monsanto (MON 810 x NK 603) une proteção contra algumas das principais pragas da cultura -controle da broca, da lagarta da espiga e lagarta do cartucho- com os benefícios do controle das plantas daninhas por herbicidas à base de glifosato aplicado em pós-emergência”, afirmou a empresa em nota nesta quinta-feira.

Já o produto da Syngenta combina duas tecnologias que já tinham sido aprovadas isoladamente pela CTNBio: a GA 21, que garante resistência ao herbicida glifosato; e a Bt11, que confere tolerância às lagartas.

“Dessa forma, os produtores brasileiros terão mais opções de alta tecnologia, o que possibilita maior produtividade e potencial competitivo”, afirmou Gilson Moleiro, presidente da Syngenta Sementes Brasil, em comunicado.

Com essas novas liberações comerciais, o Brasil tem agora aprovadas nove variedades de milho geneticamente modificado, sendo quatro delas resistentes a insetos, três tolerantes a herbicida e outras duas variedades que apresentam as duas características, de acordo com a organização não-governamental CIB (Conselho de Informações Sobre Biotecnologia).

A autorização da CTNBio é o primeiro passo para que as empresas possam começar a multiplicar sementes para posterior venda aos agricultores.

A partir da aprovação há um prazo regulamentar de 30 dias, no qual órgãos governamentais interessados ainda podem se manifestar sobre outras questões.

Outros países já utilizam milho com transgenia combinada, como Argentina, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Colômbia, União Europeia, Japão, Coreia do Sul, México, Filipinas, África do Sul, Taiwan e Estados Unidos.

A safra de verão 2009/10 já terá uma boa parcela de milho transgênico, ainda contando com apenas um evento transgênico isolado, após o plantio para multiplicação de sementes ter sido iniciado apenas na safra passada.

Segundo a consultoria Céleres, aproximadamente 30 por cento do plantio de verão de milho em 09/10 será transgênico.

(Por Roberto Samora)

Fonte: Reuters/Brasil Online via O Globo

Começando..

Olá a todos!

Oficializo hoje este blog, o qual abrangerá assuntos diversos que giram em torno da biotecnologia no Brasil e suas possíveis repercussões no exterior.

Para começar, gostaria de falar sobre um assunto um tanto quanto polêmico: liberação de testes para produtos Geneticamente Modificados (GM).

Saiu na Gazeta Mercantil da última sexta-feira, uma reportagem sobre a aprovação concedida pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para as “primeiras experiências em campo das inéditas variedades de soja com características combinadas e a cana-de-açúcar com maior teor de sacarose.”

A CTNBio ainda não liberou a comercialização de nenhum destes produtos, porém esta aprovação é “um sinal de que existe comprometimento do governo brasileiro com o futuro da biotecnologia”, afirmam especialistas. Mas o que aconteceria se, depois de meses para a aprovação, ela fosse concedida quando a estação ou a safra de plantio da cultura tiver passado? Haveria o atraso de um ano para os testes, adverte Alda Lerayer, diretora-executiva do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB).

“Além da maior rentabilidade para o produtor e menor utilização de área, as empresas ganham com a redução de custos na fase processamento”, destacou Roel Collier, diretor da Amyris. Segundo estudos da Alellix, a produtividade da cana GM poderia ser até 22% maior que a convencional, reduzindo custos com ampliação do canavial.

Que os produtos GM são extremamente rentáveis, ninguém duvida. Porém, é preciso antes avaliar as possíveis conseqüências dos mesmos, ainda que demore um pouco mais de tempo; mas é claro: em um período hábil para que os testes sejam feitos o quanto antes!

Fonte: http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2450048,26,1,1