Cientistas africanos desenvolvem bananas transgênicas

A variedade GM é resistente à peste que ataca as frutas em Uganda, Burundi, República Democrática do Congo, Quênia, Ruanda e Tanzânia.

Em Uganda, na África, fora os cereais, a banana é a cultura mais importante.  Cerca de 70% da população local tem a banana como alimento básico. Contudo, em 2001 a indústria perdeu mais de U$200 milhões devido à doença chamada murcha da banana Xanthomonas (BMX, na sigla em inglês).

Buscando resolver esse problema de implicações sociais e econômicas, cientistas de Uganda desenvolveram bananas geneticamente modificadas (GM) que demonstram uma promissora resistência contra a doença Xanthomonas.

A mudança consiste na transferência de dois genes da pimenta doce (Capsicum annuum) para a fruta. O próximo passo no desenvolvimento dessa tecnologia são os testes de campo. Em Uganda, o projeto que aprova o plantio da banana GM está no parlamento.

Fonte: Science Development Network

Bactéria encontrada no lodo produz eletricidade.

Aproveitar a lama resultante da dragagem de manutenção do canal do Porto do Rio Grande para a produção de energia elétrica e ainda oferecer matéria-prima para a construção civil é a proposta do Laboratório de Controle de Poluição da Escola de Química e Alimentos (EQA) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). A ideia é criar uma Unidade de Tratamento de Sedimentos de Dragagem, planta piloto que deverá ser instalada ainda este ano no Porto Novo do município.

A potencialidade é de uma usina hidrelétrica, com a geração de 580 megawatts/hora, sem a produção de CO2. Quem garante é um dos idealizadores do projeto, professor Fabrício Santana, junto à professora Cristiane Saraiva Ogrodowski, ambos da EQA. Eles explicam que as pesquisas mundiais de aproveitamento de sedimento marinho são realizadas em escala de laboratório e dizem respeito à retirada dos sedimentos do fundo do mar. O diferencial da proposta rio-grandina é o aproveitamento de material já retirado, oferecendo solução para um problema de esfera mundial: a destinação do material dragado. Só em dragagem de manutenção, o Porto do Rio Grande produz um volume anual de um milhão e meio de metros cúbicos de sedimentos.

O projeto “Bioconversão dos sedimentos de dragagem do Porto do Rio Grande em energia elétrica” foi aprovado em primeiro lugar no Termo de Referência TR01/2010, do Projeto Estruturante Pólo Tecnológico Estadual.da Secretaria da Ciência e Tecnologia do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, que financiará R$ 300 mil em recursos, com contrapartida de R$ 60 mil do Porto do Rio Grande, além do custo estimado em R$ 300 mil pela FURG com o trabalho dos pesquisadores. A expectativa é de iniciar os trabalhos num espaço de três a quatro meses, período estimado pelos professores entre a assinatura do convênio com a Secretaria e o repasse dos recursos.

Fonte: Assessoria de Comunicação da FURG