Europeus acreditam que agricultores devem apostar na biotecnologia.

Uma edição especial do Eurobarômetro – a respeito da percepção dos europeus sobre agricultura – revela que 77% dos entrevistados acham que produtores deveriam fazer uso da biotecnologia para combater o avanço das mudanças climáticas.

Segundo o relatório, divulgado em abril, a maioria dos europeus (90%) acredita que a agricultura é uma das principais questões na discussão do futuro do planeta. Além do aspecto sustentável, há também o lado econômico. Aproximadamente três quartos dos europeus acreditam que o advento da biotecnologia no campo faria com que os produtores locais fossem mais competitivos.

Desde 1973, o Eurobarômetro registra, por meio de uma série de pesquisas feitas regularmente por solicitação da Comissão Europeia, a opinião pública nos 27 países membros. O relatório de março de 2010 entrevistou 26.761 pessoas entre os meses de novembro e dezembro de 2009. Os resultados são publicados pela Unidade de Pesquisa e Análises Políticas da Diretoria Geral de Comunicação da Comissão Europeia.

Entre as pessoas consultadas, 82% acreditam que a União Europeia precisa ajudar os agricultores a mudar seu método de trabalho e, assim, poder encarar os desafios da agricultura do futuro. Já 77% crê que a agricultura sofrerá muito nos próximos anos e que os produtores precisarão adotar outras formas de cultivo.

Assim, segundo o Eurobarômetro, as prioridades europeias seriam: qualidade dos produtos agrícolas (59%), preços razoáveis (49%), proteção ao meio ambiente (41%) e garantia do padrão de vida dos agricultores (41%).

Fonte: European Comission

Anúncios

Cientistas americanos criam 1ª “célula sintética”

Washington, 20 mai (EFE).- Geneticistas americanos anunciaram hoje que, pela primeira vez, produziram uma célula controlada por um genoma sintético, um passo que aproxima a ciência da criação de vida artificial.

“Esta é a primeira espécie autoduplicável no planeta cujo pai é um computador”, disse, em entrevista coletiva, Craig Venter, um dos geneticistas mais famosos do mundo.

Há décadas cientistas de todo o mundo manipulam genes de animais e plantas, mas é a primeira vez que alguém altera o genoma completo.

Os autores da façanha, que publicaram a pesquisa na edição de hoje da revista “Science”, replicaram no laboratório o genoma da bactéria Mycoplasma mycoides, ao qual adicionaram uma sequência de DNA com um endereço de internet, para revelar os mistérios de seu experimento.

Em seguida, inseriram o genoma na bactéria Mycoplasma capricolum, da qual tinham retirado anteriormente grande parte de sua informação genética.

O novo genoma passou a controlar a célula, que começou a produzir as proteínas que o DNA transplantado pedia.

“Esta é a primeira célula sintética feita e a chamamos de sintética porque é totalmente derivada de um cromossomo sintético”, disse Venter.

Na verdade, apenas o genoma é sintético, enquanto o restante da célula é natural.

O objetivo final dos investigadores é instalar em uma bactéria um genoma criado em laboratório que ordene a realização de trabalhos úteis para o ser humano.

A Synthetic Genomics, companhia fundada por Venter, já conta com um contrato no valor de US$ 600 milhões com a petrolífera Exxon Mobil para produzir algas que absorvam dióxido de carbono e gerem biocombustíveis.

A façanha abre a possibilidade de eventualmente criar uma espécie artificial, com toda a carga ética que isso implica.

“Este é um passo importante, tanto cientificamente quanto filosoficamente. Certamente mudou minhas opiniões sobre a definição da vida e como funciona a vida”, afirmou Venter, que ficou famoso em 2000 por ser um dos primeiros cientistas a sequenciar o genoma humano.

Sua equipe tem o objetivo agora de sintetizar “a célula mínima que contenha apenas os genes necessários para sustentar a vida em sua forma mais simples”. EFE

Fonte: Yahoo! notícias

1ª SEMBIOTEC

Acontecerá nos dias 10 a 13 de Junho de 2010 a 1ª Semana de Biotecnologia e Ciências Biológicas do IMS/CAT – UFBA, com o tema: Biodiversidade x Tecnologia: Consensos e Embates.

Esta semana contará com palestras, mini-cursos, mesas redondas e apresentação de trabalhos. Serão realizados 12 mini-cursos nas áreas de botânica, zoologia, biodiversidade, bioacústica, etnoecologia, marcadores moleculares, clonagem e sequenciamento, PCR e eletroforese entre outras.

As palestras possuem título como: “Algas utilizadas no biomonitoramento ambiental”, “Uso terapêutico de células tronco mesenquimais na hipertensão arterial”, “Polimorfismos genéticos associados à patogênese da Leishmaniose cutânea e visceral”, “Etnoconservação da Biodiversidade”, “Biodisel e biotecnologia”, “Sistemática: morfologia versus molecular” entre outras.

Confira a programação completa e faça sua inscrição pelo site: http://www.ims.ufba.br/sembiotec

As atividades serão realizadas no Campus Anísito Teixeira do Instituto Multidisciplinar em Saúde da Universidade Federal da Bahia na cidade de Vitória da Conquista-BA.