Consumidores escolhem alimentos transgênicos por características nutricionais

Uma pesquisa do IFIC (Conselho Internacional de Informações sobre Alimentos sediado no Reino Unido), divulgada em junho de 2010, mostra que uma porcentagem significativa dos consumidores americanos está disposta a escolher alimentos produzidos por meio da biotecnologia. Segundo o trabalho, os critérios de escolha dos produtos são os benefícios ao meio ambiente, a sustentabilidade nas práticas de agricultura e as características nutricionais.

O trabalho foi desenvolvido de 5 a 26 de abril, nos Estados Unidos, com 750 pessoas com diferentes níveis de ensino formal. Levantamentos com esse são realizados desde 1997 e esta é a 14ª edição.

A maioria dos entrevistados (76%) respondeu que consumiria produtos derivados da biotecnologia que “produzissem gorduras mais saudáveis, como ômega-3”. Alimentos que evitam gorduras trans também têm grande aceitação (74%), assim como produtos com sabor e frescor melhorados (67%).

Ainda de acordo com a pesquisa, a maioria dos consumidores não acha que a biotecnologia deve ser evitada.

Fonte: Food Insight

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Austrália aumenta produção de canola com variedade GM

Benefícios incluem redução no uso de pesticidas, combustíveis e melhora no sistema de produção

A adoção da variedade geneticamente modificada (GM) de canola tolerante a herbicida pela Austrália Ocidental (um estado da Austrália) fez com que a área plantada no país aumentasse mais de três vezes, afirma a Federação Australiana de Sementes Oleoginosas (AOF, na sigla em inglês).

Apesar de estar sendo cultivada na região há apenas um ano, o estado já representa mais de 50% da área plantada de canola do país. A previsão é de que aproximadamente 73 mil hectares de canola GM sejam plantados na Austrália Ocidental, do total de 133 mil hectares (que também incluem as produções GM em Victoria e Nova Gales do Sul).

De acordo com a AOF, as estimativas de junho apontam que a planta transgênica representa 8% de um total de 1,61 milhão de hectares plantados em todo o país. Os benefícios trazidos pela tecnologia incluem melhora no comércio de sementes e no sistema de produção, redução na utilização de combustíveis e no uso de herbicidas residuais.

Fonte: Farmonline.com

Colômbia autoriza pesquisas com batata geneticamente modificada

Essa autorização incentiva centros de pesquisa colombianos a continuar com suas atividades no intuito de contribuir para aumentar a produtividade do campo.

A Corporação de Investigações Científicas de Medelin, na Colômbia, recebeu autorização do governo para realizar estudos com a batata geneticamente modificada (GM). A pesquisa ajudará a desenvolver variedades que se adequem melhor às condições locais e que combatam as doenças que atingem as batatas do país.

A principal praga que atinge as batatas na América Latina é a larva de Tecia solanivora (a praga chamada polila guatemalteca). Por meio da engenharia genética se pretende criar variedades resistentes ao inseto. O processo consiste na inserção de um gene sintético da bactéria Bacillus thuringiensis que codifica uma proteína que é ativa contra esses insetos.

Para o pesquisador da Unidade de Biotecnologia Vegetal da Corporação para Investigações Biológicas, Diego Villanueva, o objetivo é reduzir em grande porcentagem a quantidade de herbicidas aplicados na plantação.

Essa autorização incentiva centros de pesquisa colombianos a continuar com suas atividades no intuito de contribuir para aumentar a produtividade do campo. As pesquisas vão ser realizadas sob as condições de biossegurança.

Fonte: ArgenBio

Nova Zelândia desenvolve árvores que crescem mais rápido

O Instituto de Pesquisas Florestais da Nova Zelândia aguarda aprovação para iniciar testes com árvores transgênicas. O projeto será avaliado pelo órgão competente local nos próximos meses. A iniciativa envolve cerca de 4 mil plantas GM, da espécie Pinus radiata, que devem apresentar maior densidade e estabilidade da madeira, maior biomassa, resistência a pragas e crescimento mais rápido.

Segundo o gerente de comunicação do instituto, Christl McMillan, as árvores transgênicas trarão benefícios ambientais. “O aumento na produtividade das florestas plantadas é uma alternativa para preservação de áreas verdes naturais”, afirma McMillan. A técnica pretende modificar funções específicas como a utilização de carbono da atmosfera pela planta.

Os combustíveis fósseis, como o petróleo, são a principal fonte de energia da Nova Zelândia (50%). Entretanto, se a área de plantações florestais, 7% do território neozelandês, aumentar para 14%, o petróleo usado para abastecer veículos poderia ser substituído por biocombustíveis.

O instituto estima que em 2035, se forem adotadas as variedades transgênicas, a Nova Zelândia poderá reduzir em 60% a sua dependência de importação de petróleo.

Fonte: GreeBio

Macaúba, uma promissora fonte de biodiesel

A macaúba, uma palmeira que cresce em rodo o país, demonstrou grande potencial de produção de biodiesel, seguida por inajá e tucumã, nos primeiros resultados da pesquisa iniciada em 2007, com término previsto para 2015, pela Embrapa Cerrados, em Brasília. E mais: pode ser impregada à produção de alimentos, sem prejuízo mútuo.

Quase 80% do biodiesel produzido atualmente é proviniente da soja e, para o futuro, podem-se enfrentar problemas com a matéria-prima. Assim, o estudo financiado por Embrapa, CNPq, Finep, Petrobras e Fundação do amparo à Pesquisa do Distrito Federal procura alternativas em frutos típicos brasileiros.

Segundo o cordenador Nilton Junqueira, são estudadas espécies típicas do Brasil: Palmeiras (macaúba, tucumã, inajá, buriti e babaçu) e outras plantas, como o pinhão-manso – que não é nativo, mas está no Brasil a mais de 200 anos – e o pequi. Além do dendê irrigado, uma espécie exótica africana.

“O óleo será produzido com a vantagem de que as palmeiras permitem a entrada de lúz sobre o pasto, conservando mais a vegetação. Outro benefício é que as plantas minimizam o impacto ambiental negativo do boi, a emissão de gás metano e gás carbônico”.

Ele exemplifica com um evento hipotético: ” Se cultivarmos 20% dessa área total de pastagem do
Brasil (180 milhões de hectares) teremos 36 milhões de hectares plantados com a macaúba. Se produzirmos 1 tonelada de óleo por hectare – o que é pouco no caso da macaúba – teremos 36 bilhões de litros de óleo begetal por ano. Hoje, consumimos 43 bilhões a 45 bilhões de litros de diesel, então ficaremos bem próximos da auto-suficiência do óleo vegetal”.

Fonte: Embrapa/DF

CTNBio avalia a liberação de arroz transgênico

Assim como os Estados Unidos, o Brasil poderá ter arroz tansgênico liberado para comercialização, depois de concluído o processo que examina o assunto na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), instância colegiada multidisciplinar que analisa, entre outros temas, a comercialização, o consumo e a liberação de organismos geneticamente modificados.

O processo ainda está sendo examinado por técnicos e especialistas e não tem data para ser votado pelos 27 integrantes da CTNBio.

Segundo o presidente da CTNBio, Edilson Paiva, além de já estar liberado nos EUA, o arroz transgênico logo estará sendo comercializado na China, onde o processo de análise se encontraria em estágio avançado.

– Em breve, metade da população do mundo, que está Ásia, vai estar comendo arroz transgênico – aposta o presidente da CTNBio.

No Brasil, de acordo com ele, o arroz transgênico está sendo examinado desde 2003.

– É um processo longo. Todos os aspectos são analisados cuidadosamente, levando em conta informações científicas, mesas-redondas com especialistas, enfim com a realização de vários estudos – disse. – É difícil ter uma previsão de quando ocorrerá a votação.

Fonte: Notícias Agrícolas

Butantan produz lote piloto de soro antiveneno de abelha

Assim que receber a aprovação da Anvisa, após testes clínicos, o produto será distribuído por hospitais da rede pública. Os 80 litros de soro começaram a ser produzidos em 2008 e o produto recebeu a patente este ano.

O soro é recebido por via intravenosa. Cerca de 20 mililitros (ml) trazem ao corpo uma quantidade de anticorpos capaz de neutralizar 90% dos problemas causados pelas picadas de abelhas africanizadas, as mais comuns no Brasil. Quando um adulto é picado por mais de 200 insetos, o corpo recebe uma quantidade de veneno suficiente para causar lesões nos rins, fígado e coração, debilitando esses órgãos. A maioria das mortes acontece pela falência dos rins. Em 2006, o Sinam, do governo federal, contabilizou 3.500 acidentes com ferroadas de abelhas, com 17 mortes no estado de São Paulo.

Com o lote pronto, a Anvisa vai conferir a validade dos testes feitos pelos pesquisadores, o que deve acontecer em até seis meses. Depois, o soro vai ficar disponível no Hospital Vital Brazil, da Fundação Butantan, para tratar pacientes que tenham sofrido envenenamento.

Esses pacientes serão acompanhados pela Anvisa e, caso a agência considere os efeitos do soro satisfatórios, ele poderá ser distribuído pelo Ministério da Saúde para os hospitais públicos de todo o País nas áreas onde houver mais relatos de acidentes. Hospitais privados e governos de outros países poderão comprar o produto da Fundação Butantan.

O produto foi desenvolvido durante o doutorado da bióloga Keity Souza, no Laboratório de Imunologia, do Instituto do Coração (Incor). Ela identificou todas as proteínas do veneno das abelhas. Paralelamente, a equipe de produção de soros do Instituto Butantan injetou o veneno em cavalos para que desenvolvessem anticorpos, moléculas capazes de neutralizar o veneno. Com os anticorpos retirados dos cavalos, Keity fez testes para checar eficácia do produto e tornar a produção mais eficiente. Ela foi orientada por Mário Palma, professor do Instituto de Biociências da Unesp de Rio Claro. A parceria entre o Butantan e as duas universidades foi promovida pelo Instituto Nacional de Tecnologia de Investigação em Imunologia (INCT-iii).

O investimento em pesquisa para desenvolver o soro foi cerca de R$ 3 milhões, fornecidos pelo CNPq, Fapesp e Finep. “Você tem uma tropa de cavalos dedicada exclusivamente à produção de um tipo de soro”, explica Palma. O Instituto Butantan tentou produzir o soro havia dez anos, mas a iniciativa foi abandonada porque os pesquisadores tinham dificuldades em ajustar a quantidade exata de veneno necessária para os testes in-vitro .

Agora, os pesquisadores do laboratório onde Keity trabalha estão identificando as proteínas dos soros de abelhas da Europa e África, para testar se o soro neutraliza venenos de espécies diferentes. “Pelos testes iniciais, há uma grande chance de isso acontecer”, diz a cientista. “Parece que veneno da abelha africanizada é mais complexo, tem mais proteínas, o que aumenta a chance do soro funcionar com outras espécies”.

Fonte: Empresas & Negócios